A sociedade brasileira está doente. Suas entranhas estão infectas. Seu mal é grave e crônico. O perigo de
morte é iminente. A decadência da sociedade é moral e espiritual. Alcançamos o
progresso científico e econômico, mas nossa cultura está moribunda. Conhecemos
os segredos da ciência, mas não conhecemos as profundezas abissais do nosso
próprio coração. Amealhamos riquezas e despontamo-nos como a sétima economia do
planeta, mas nosso povo chafurda-se num pântano nauseabundo de pecados vis.
Temos as maiores reservas naturais do planeta, mas estamos perdendo nosso senso
de valores. Agigantamo-nos diante do cenário mundial, mas apequenamo-nos diante
do espelho da verdade. Destacaremos, aqui, alguns sintomas que apontam a
decadência da nossa sociedade:
Em primeiro lugar, a sociedade brasileira está
doente porque abandonou a Deus, a fonte da vida. A
apostasia é a porta de entrada do colapso moral. O abandono da verdade
desemboca numa vida desregrada. A impiedade deságua na perversão. O homem,
querendo destronar Deus, condecorou a si mesmo como a medida de todas as
coisas. Mas tola atitude de colocar o homem no lugar de Deus, não o elevou às
alturas, mas fê-lo descer aos abismos mais profundos. Por ter perdido a
centralidade de Deus na vida, o homem bestializou-se e se rendeu aos vícios
mais degradantes e à violência mais encarniçada. No século do apogeu do
humanismo idolátrico, duas sangrentas guerras mundiais barbarizaram o mundo.
Noventa milhões de pessoas foram trucidadas nessas duas conflagrações mundiais.
O homem sem Deus tornou-se um monstro celerado. Explodiram guerras e revoltas
entre as nações. Multiplicaram-se os conflitos étnicos. Recrudesceu a
intolerância racial e religiosa. Cresceram os conflitos dentro da família. No
vagão dessa locomotiva que desembesta, desgovernada, rumo ao abismo encontram-se
aqueles que abandonaram a Deus, o refúgio verdadeiro, a única fonte da vida.
Em segundo lugar, a sociedade está doente porque abandonou a verdade, a fonte da ética. Uma sociedade que se esquece de
Deus e abandona a verdade degrada-se irremediavelmente. A teologia é a mãe da
ética e a impiedade, a genetriz da perversão. Porque o homem desprezou o
conhecimento de Deus mergulhou nas águas turvas do relativismo moral. Porque
sacudiu o jugo da verdade, caiu na rede mortal da degradação moral. Nossa sociedade
aplaude o vício e escarnece da virtude. Promove a imoralidade e faz troça dos
castiços valores morais. Chama trevas de luz e luz de trevas. A televisão
brasileira, com desavergonhada desfaçatez, promove toda sorte de atentado moral
contra a família. As práticas homossexuais são recomendas e expostas na mídia
como indicador de liberdade e a defesa da família criticada como uma
intolerância medieval. Cumpriu-se o vaticínio: temos vergonha de ser honestos.
Em terceiro lugar, a sociedade está doente porque abandonou o temor de Deus, a fonte da sabedoria. Porque a sociedade
abandonou a Deus e sua verdade, perdeu o temor do Senhor, o princípio da
sabedoria. Com isso, os homens não apenas marcham céleres no caminho largo da
perdição, mas também zombam daqueles que seguem o caminho estreito da salvação.
A sociedade sem Deus não apenas caminha resoluta rumo à degradação mais
sórdida, mas também se gloria nas práticas, das quais deveria arrepender-se no
pó e na cinza. Nossa cultura está moribunda, nossa sociedade à beira de um
colapso. É preciso gritar aos ouvidos da nação brasileira que ainda é tempo de
arrependimento, ainda é tempo de voltar-se para o Senhor, pois ele é rico em
perdoar e tem prazer na misericórdia.
